Depois de longos anos de aprendizagem, convivência e especialmente de partilha, Maria via agora toda a sua vida de pernas para o ar, sem sentido, sem uma estrada ou sequer um trilho por onde seguir. A morte da sua avó, que a criara desde pequena, apanhara-a de surpresa, e não havia nada que desapertasse aquele nó no seu peito, nada a acalmava, já não tinha sequer forças para limpar as lágrimas que há dias lhe inundavam a almofada.

Tudo naquela casa permanecia intacto, tal como a avó deixara: o bule em cima da mesa da sala, os dois baralhos de cartas sob o móvel da entrada, as batatinhas no forno, já cinzentas de bolor, e a cama ainda por fazer… Maria gostava de ficar a olhar para o sítio onde a avó outrora dormira. A almofada estava sempre no lugar dos pés, o candeeiro ligeiramente inclinado e a mesinha de cabeceira bem junto à cama, três dos muitos rituais que a avó sempre mantivera, não por crença ou superstição, mas por hábito, um hábito que, se outrora intrigara e por vezes incomodara Maria, nos últimos dias apenas provocava em si um maior e maior aperto, uma sensação de vazio, saudades dos pequenos pormenores que desejava ter valorizado mais.

Maria nunca se deu mal com a avó, muito pelo contrário, depois de perder a mãe, a avó sempre fora o seu ponto de abrigo, o seu livro de instruções que a ensinara não só a viver, mas a viver com o coração.

De súbito a campainha toca e Maria mantém-se imóvel, até ouvir a voz de Joana, a sua amiga de infância que sempre estivera do seu lado, como uma irmã:

- Maria, eu sei que estás aí… Abre a porta! Não te podes continuar a esconder do Mundo, muito menos de mim… Vá abre porque o meu ombro não pára de chamar por ti. – disse a amiga que, embora desviasse sempre as conversas sentimentais com uma ou outra piada, sentia tudo com tanta ou mais intensidade do que Maria, apenas se protegia com uma armadura mais forte, uma das muitas coisas que a vida lhe ensinara.

Maria abriu a porta e por segundos abraçou a amiga, embora sem força, porque essa tinha partido no mesmo dia que sua avó.

- Mi – como gostava Joana de a chamar – esta casa cheira a mofo! Temos de limpar isto antes que comeces a fazer criação de larvas! – proferiu numa tentativa falhada de animar a sua melhor amiga.

- Eu sei, faço isso depois, agora quero dormir. – respondeu Maria com desânimo inscrito em cada sílaba.

- Chega! Estás a dizer a mesma coisa há duas semanas! Não consigo mais ver-te assim. Se não o fazes por ti fá-lo pela tua avó, mas levanta-te de uma vez! – disse Joana, já num tom atenciosamente irritado.

- Estou de pé.

- Maria eu não estou a brincar, e não finjas que não sabes do que falo. Não estar mais metida neste buraco escuro e malcheiroso! A avó Nini nunca te deixaria chegar a este ponto. Ela está a ver-te lá de cima e tenho a certeza de que já está a fechar as mãos com muita força e a cerrar os olhos por ver a sua querida netinha, a determinação em pessoa, a cair aos bocados.

- Lembras-te? Ela fazia sempre isso quando se zangava… Tenho saudades dela Jay… – nome pelo qual chamava a amiga desde a primeira classe – Não vou nunca conseguir ultrapassar isto, ela era a minha única família, sem ela não tenho sequer razão para estar aqui, para arrumar as coisas… Acho que ainda estou à espera de a ouvir gritar lá do fundo “Maria Pintassilgo! Que bagunça vem a ser esta?”, mas está a demorar tanto… Só queria tê-la sempre comigo, sempre. – prosseguiu Maria, não conseguindo evitar outra inundação em seus olhos.

- Eu sei que agora não parece, mas à medida que, devagarinho, fores recompondo todos os bocadinhos da tua vida, vais ver que tudo vai ficar mais claro, ou, pelo menos, menos escuro. E eu estou aqui para te ajudar em todos os passos! É que tu não sabes, mas a avó Nini também me deu um livrinho sobre como tomar conta da minha melhor amiga, e planeio segui-lo à risca!

E assim foi, depois de um longo abraço, ambas começaram a reorganizar Maria, iniciando o processo com uma limpeza a fundo à casa, o que demorou cerca de dois dias e, embora subtilmente, ajudou a levantar o moral das duas amigas.

- Já só falta pôr as cartas nas caixas Maria! Queres que ponha?

- Podes pôr, mas cuidado, são de baralhos diferentes! – alertou Maria.

- Não são não, são iguaizinhos! É indiferente, os desenhos nas costas das cartas são os mesmos.

- Não são nada! Agora parecias a avó, sempre com a mania de que são iguais, mas não são! Dá cá isso, eu arrumo! – com Joana, Maria nunca precisou de se referir à avó como sua, era como se fosse sempre das duas.

Joana estava contente por ver a amiga reagir, por ouvi-la falar da avó sem verter uma lágrima. Era a primeira vez que tal acontecia desde o acidente. Era já um pequeno passo dos muitos que a amiga ainda teria que dar.

- JOANA!

Um grito interrompe os pensamentos de Joana.

- Joana… Joana… Uma carta. Uma carta Joana! – afirmou Maria, visivelmente perturbada por um nervosismo crescente.

- Claro que é uma carta, se são baralhos de cartas de que é que estavas à espera?

- Não Joana não! É uma carta. Escrita. Da avó.

O silêncio instalou-se, um silêncio repleto de medo, de curiosidade, um silêncio que cortava o ar.

- Lê! – incentivou Joana.

- Não. Tenho medo Jay. E se forem coisas más? E pior, se forem coisas boas? – surgiu de novo um brilho no canto do olho de Maria. – Lê tu, eu não consigo. – e entregou a carta à Joana.

- Tens a certeza? Mi isto é uma coisa importante… – após o aceno afirmativo de Maria, Joana prosseguiu – Ai, então está bem! – deu a mão à amiga e iniciou a leitura – “Querida Maria (e Joana, porque tenho a certeza que estás ao lado da minha princesa), se estás a ler isto é porque as coisas correram mal. Shh tem calma, lê-me primeiro, não comeces já a exibir esses olhos verdes de choro. Oh minha querida, nem sei bem por onde começar, depois de todos estes anos juntas tenho vergonha de ter deixado tanto por te contar, e logo a ti que mereceste sempre toda a verdade” – Joana apertou a mão da amiga com mais força, enquanto ela própria se debatia também com as suas lágrimas. – “É difícil, e acredita, foi difícil guardar isto só para mim, e arrependo-me de não ter tido a coragem e a sabedoria para to dizer enquanto pude. Agora resta-me apenas escrevê-lo e esperar que me perdoes com esse bom coração que hás-de ter sempre. Lembras-te de quando te contava a história do dia em que vieste viver comigo? (por favor, diz que te vais lembrar sempre dessa história tal como a contava…) Desculpa, mas essa era apenas a versão que te faria feliz, e acho que tens o direito de saber tudo, exactamente como aconteceu. Era Maio, tinhas três anos e estava um dia lindo, um dia horrível para a tua mãe partir. Sei que não tens grande memória dela, mas era uma senhora, uma mulher como não há igual. Há muito dela em ti, sempre to disse. No hospital a tua mãe pediu que ficasses com a mãe dela, pediu que te entregassem à tua avó, e assim foi. Ou deveria ter sido. Na verdade, nunca o permiti. Via-te passar todos os dias no hospital, com uma doçura incomparável, estavas sempre a brincarcom a tua boneca e dizias-me ‘olá’ com uns olhos muito grandes e redondos. Em nenhum dos 73 dias que a tua mãe esteve internada recebeu visitas, nem para ela, nem para ti. Nunca tiveste pai, e disso ninguém tem culpa, mas a tua avó deveria ter estado ao vosso lado, ela ia ficar contigo para a vida e nem sequer vos ia ver?

- Não acredito Joana. Pára. Isso é mentira. – as lágrimas escorriam-lhe pelo rosto à medida em que se apercebia da dimensão da mentira que a sua avó, a pessoa mais importante, a referência da sua vida, lhe tinha contado desde o primeiro dia.

- Ouve, ouve até ao fim. Aperta a minha mão, mas ouve. – reconfortou-a Joana, dando-lhe um beijo na testa e prosseguindo com a leitura – “Eu sei que já percebeste, mas não me julgues sem me leres toda. No dia em que tive alta, a tua mãe partiu e eu não podia deixar-te assim, algo em ti tinha captado a minha atenção, o meu amor, e fiz-me passar por tua avó. Os pormenores pouco interessam, a atitude é reprovável seja de que forma for. Mas não me arrependi, nem quando te levava ao colo e passámos pela tua avó que gritava e chorava e chamava pelo teu nome, num acto de desespero visível e audível que eu desprezei por considerar, erradamente, que me pertencias apenas a mim. Não tinha o direito de o fazer, muito menos de não to contar. E é por ter ganho consciência disso, e é para que possas viver daqui para a frente com a tua verdadeira avó, a tua verdadeira vida. Nunca soube porque é que ela nunca te visitou e sei que não tinha o direito de a julgar sem reunir todos os factos, mas não te queria deixar com alguém que, aparentemente, não era capaz de gostar de ti incondicionalmente como eu gostei, gosto e vou gostar sempre. Desculpa-me Mariazinha. Desculpa-me do fundo de mim. Numa tentativa, fraca eu sei, de me tentar redimir, deixo em anexo o nome, número de telefone e morada da tua avó. Pede-lhe que perdoe o meu egoísmo, pede-lhe que compreenda a dimensão do meu amor e preocupação por ti, tal como eu to peço e hei-de pedir todos os dias em que olhar para ti e por ti (e eu olho sempre). Quanto ao aneurisma, sabes que não te podia contar, senão passarias todos os dias a olhar para mim de um modo diferente, ias preocupar-te apenas comigo e porias toda a tua vida de lado. Não podia permitr tamanha generosidade da tua parte, não era justo.” – Joana respirou fundo antes do último parágrafo – “Minha princesa, despeço-me assim, mas prometo que estou sempre ao pé de ti, nos dias bons e nos dias maus e, para acentuar esse facto, peço-te que guardes sempre contigo o ‘ás de espadas’, eu guardei o do outro baralho. Não quero que o faças apenas em memória dos jogos que te ensinei, mas especialmente para que te recordes sempre de quando te ensinei a ler e tu me ensinaste a sentir, ou de quando te ensinei a andar de bicicleta e tu me ensinaste a sorrir. Sempre soube que nada do que te proporcionei se compara a tudo aquilo que me deste. Guarda o ‘Ás’ de avó, de amor, mas acima de tudo de amizada, que sempre nos uniu. Beijinhos, a tua avó Nini. PS: Gosta sempre de mim.

As lágrimas encharcavam as faces de ambas, era incontrolável. Por momentos limitaram-se a chorar abraçadas, num silêncio que falava por si. Mas demorou pouco até Maria gritar até perder a voz, soluçar até não ter mais ar, perguntar-se sobre milhares de acontecimentos, realidades que descobrira não passar de ficção. Depois adormeceu, exausta de um turbilhão de emoções que a assombravam: por um lado a memória doce e envolvente da sua eterna avó, por outro um imenso rol de mentiras que modificavam por completo a ideia que havia formulado sobre a pessoa que a criou.

Quando Maria acordou, Joana já tinha feito o pequeno-almoço, na esperança de atenuar os efeitos dos acontecimentos do dia anterior, mas em vão. Maria continuava apática, sem apetite, com um olhar vazio e umas olheiras como Joana nunca tinha visto. Para não prolongar ainda mais o sofrimento, a amiga foi directa ao assunto:

- E agora Mi? O que vais fazer? Vais-lhe ligar? Vais lá?

- Vou. Eu quero conhecer a minha avó. – respondeu Maria determinada.

- Não digas isso, tu já conheces a tua avó. – disse Joana.

- Não conheço. Era tudo uma fachada. Não sei como é que alguma vez me achei parecida com ela, ou como é que a considerei um exemplo. – retorquiu visivelmente resentida com a situação e sem nunca levantar a cabeça.

Joana tentou conter-se pois não considerava justo enfrentar a amiga no estado frágil em que esta se encontrava, no entanto foi mais forte do que ela:

- Vais-me dizer então que a angústia que sentiste nos últimos dias, que as saudades que tens tido nas últimas semanas, que o sentimento de pertença que sempre tiveste desde o primeiro mês, que o amor com que foste recebida e recebeste ao longo de todos estes anos, que a amizade inqualificável que desenvolveste ao longo de toda a tua vida com a avó Nini foi e é mentira?

Ao ver a sua maior protectora tomar uma posição inesperada, Maria recuou, enxugou os olhos e, sem proferir uma única palavra, saiu de casa. Joana não foi atrás dela.

Pela primeira vez desde a morte da suposta avó, Maria saía agora de casa com o papel da morada da sua verdadeira avó na mão. Maria foi em frente, numa fúria incontrolável, numa correria exaustiva, até que parou lá. Abriram-lhe o portão e ela disse, deixando que mais uma vez o seu rosto se inundasse de emoções:

- Desculpe, eu não sei quem é, mas tenho que lhe pedir desculpa porque, seja quem for, é a minha única família, e eu quero ficar consigo, tal como deveria ter ficado desde o princípio. Quero que me abrace quando eu cair, que me abane quando eu me iludir, quero que saiba rir e chorar comigo, como aliás sempre fez. Desculpe se por momentos duvidei disto, mas foi, é e sempre será a minha avó, independentemente do sangue que nos corre nas veias. A avó sempre teve razão, as cartas são de baralhos diferentes, mas são iguais, eu vou arrumá-las sempre todas juntas e o amor, a amizade e a avó vão estar sempre comigo.

Maria rasgou o papel com a morada, saiu do cemitério e sorriu, com a certeza de que iria ter sempre a sua avó ao seu lado.

Sofia Azevedo


Decisões

31Jan10

Decidi “converter-me” ao budismo.


As experiências com a D90 vão ter de ficar em standby por uns tempos, espero que muito breves.
) :


Inês Sousa Almeida

Vivia numa espécie de apatia, sem saber se era ou não feliz.

Ana Teresa Pereira, em O Rosto de Deus


B Fachada

26Jan10

Boa, Trama. Agora estou eu viciada no Fachada.


Inês Sousa Almeida

O seu sono foi agitado, teve pesadelos e finalmente acordou com uma sensação de medo difícil de definir.

Ana Teresa Pereira, em O Rosto de Deus


Hoje tenho teste de História.
Ele é Salazar, ele é Estaline… Venha o diabo e escolha.
Ok, antes Salazar.


Inês Sousa Almeida

Dançaram ao som da música, devagar. Ela era muito leve nos seus braços, quase imaterial, tinha os olhos fechados, e do seu corpo emanava um cheiro a flores e a cerejas mais forte do que o costume.
- Meu amor – disse Paulo.
- Sim.
- Há tantos anos que esperava por este momento.
Ela riu.

Ana Teresa Pereira, em O Rosto de Deus


Inês Sousa Almeida

- Estou tão feliz.
- É bom ouvir-te dizer isso.
- Sim?
- Nos últimos tempos parecias…
- O quê?
- Não sei. Triste…
Ela largou-o e deu uma volta sobre si mesmo, risonha. Algumas madeixas de cabelo castenho desprenderam-se do gancho que o prendia na nuca.
- Como posso estar triste? Sou uma noiva.

Ana Teresa Pereira, em O Rosto de Deus


Inês Sousa Almeida

O tempo foi passando, igual, quase feliz.

Ana Teresa Pereira, em O Rosto de Deus


Inês Sousa Almeida

Ele era um monstro, mas um monstro da minha espécie, e quem sou eu para negar os da minha espécie.

Ana Teresa Pereira, em O Rosto de Deus


Anteontem inscrevi-me na Escola de Condução. Daqui a duas semanas já tenho aulas de código e depois de oito destas aulas, já posso ter as aulas de condução propriamente ditas.

OBRIGADA TIOS!


Inês Sousa Almeida

E o amor… ele disse-me que se não fosse o amor não haveria vida, as pedras não se transformariam em plantas, as plantas não ganhariam espírito para serem animais… era o amor que gerava as metamorfoses, mesmo as mais sombrias, as mais crepusculares.

Ana Teresa Pereira, em O Rosto de Deus


Cartão Fnac

20Jan10

Uma das primeiras coisas que fiz no meu aniversário de 18 anos foi ir à Fnac fazer o cartão respectivo.
Fica aqui imortalizado que as minhas primeiras compras com o cartão Fnac foram o novo cd do Fachada e o (EP) do Mazgani.
Hum, nada mal… I guess.


 
 

- O nosso amor está escrito no teu rosto – disse.

 

Ana Teresa Pereira, em O Rosto de Deus

Inês Sousa Almeida

Um Verão de adolescente, embora eu já não o fosse, tinha dezanove anos e era altura de começar a pensar na vida, pelo menos era o que a mãe dizia; mas eu sempre fizera questão de agir exactamente ao contrário do que ela desejava (…)
Ela procurara ter uma ou duas conversas sérias comigo, mas não fora longe.

Ana Teresa Pereira, em O Rosto de Deus


Inês Sousa Almeida

No solstício de Inverno (um dia estranho em que havia qualquer coisa no ar, uma proximidade, não sei) ele deu-me uma teia de apanhar sonhos. Era um objecto bonito, uma teia circular com uma abertura no centro, feita em fio muito resistente, e da qual pendiam plumas de pássaros, de um azul fortíssimo, artisticamente intercaladas com missangas.
Disse-me que a lenda se relacionava com os índios oneida, nos Estados Unidos. Na verdade, os índios em geral acreditavam nos sonhos, tudo o que era visto, sonhado ou captado nas visões era igualmente real.
Uma teia de sonhos numa casa, apanhava os que flutuavam no ar da noite. Os pesadelos ficavam presos nos fios como insectos e desfaziam-se de manhã com a luz do sol.
Mas os sonhos bons escapavam pela abertura no centro da teia e tornavam-se reais.
- Não tens um no quarto – disse.
Ele sorriu, como fazia às vezes, como se estivesse muito longe.
- Acho que já sonhei tudo. Não tenho medo dos pesadelos.
- Então eu também não tenho.

Ana Teresa Pereira, em O Rosto de Deus


Inês Sousa Almeida

Quero dizer-te: não morras.
Nem me digas quem és, quem foste, como sabes
a língua que se fala sobre a terra.
Ao lume lanço
toda a vontade de viver, ser vivo,
a cautela do ar, ardendo em torno.
Passarei, terás passado em mim, só quero
dizer-te: não morras nunca, agora, nunca mais.

António Franco Alexandre



Fim-de-semana de estudo.
Hoje vêm cá os Air.



Falei com Deus

12Jan10

Numa aula de Aplicações Informáticas, no meio de pesquisas sobre a inteligência artificial, deparei-me com um chat em que se pode falar com Deus.
Non-believer como sou, depois disto, acho que passo a acreditar.



Catarina

10Jan10


Parabéns à Catarina grande, que viaja comigo no trópico de Capricórnio.


Catarina

09Jan10


Ela vai crescer, ela vai ser uma mulher.

Este fim-de-semana, as minhas duas Catarinas preferidas fazem anos. Hoje é a pequenina.


Confusion that never stops, closing walls and ticking clocks.




Hoje faço 18 anos. Há quem diga que não traz nada de novo e que afinal não muda grande coisa.
Cá eu só sei que já posso participar no concurso de fotografia do DN (e no da Fnac, by the way).



A música que esta fotografia pede…





Façam as vossas resoluções!



Tenham um óptimo 2010!



Se Sir Arthur Conan Doyle visse o que fizeram com a sua obra-prima, dava voltas no túmulo.


“O que vai ser de mim sem ela?” Comecei a pensar nesse momento, e continuo a pensá-lo.
Passo-lhe o copo. Ela põe-se a balançar para trás e para a frente, tentando endireitar-se na cama, mas não tem força suficiente naqueles bracinhos de arame, não consegue. Encaixo-me por trás dela e puxo-a para cima. Põe-se a beber muito ruidosamente pela palhinha, As costas dela apoiam-se com força contra o meu peito, e é um consolo sentir o corpo dela – a vida de uma mulher que já passou por tanta coisa – apoiado em mim. É como se transportasse um mundo. Quero dizer qualquer coisa de heróico que dê a medida do meu amor por ela – “Segurar-te-ei sempre assim, enquanto precisares da minha ajuda…” Mas, em vez disso, passo-lhe os dedos pelo cabelo seco e emaranhado; até parece que os paramédicos da ambulância lhe pegaram fogo.
- Precisas de lavar o cabelo – digo-lhe.
- Preciso de muita coisa – responde-me, naquele tom dela de «não me chateiem».
Aperto-lhe os ombros descarnados e rio-me; já concordámos em muitas ocasiões que, num hospital, o essencial é ter sentido de humor.

Richard Zimler, em A Sétima Porta



Pertença

18Nov09

Hoje apercebi-me que ela é uma rapariga de dezassete anos diferente de todas as outras.
Inteligente, discreta, nada a que esteja habituada, como não devem calcular.
Ao ler o blog dela, dei por mim a pensar se também seria diferente.
Ela é tão simples, não é minimamente exuberante nem convencida. Pretenciosa não é um adjectivo que a possa qualificar.
Passo pelas ruas agitadas, as pessoas misturam-se, confundem-se, materializando uma massa uniforme, em que já não se distingue o individual.
Perdida (mas achada) nessa massa, está a Leonor.
Há uma faixa que me liga a ela, uma aparente proximidade que nos une. Eu sei que também sou diferente, mas serei como ela? Diferente como ela?
Tento aproximar-me mas sou devorada por uma multidão em massa que me grita aos ouvidos. Não quero ouvir, não quero.
Tento aproximar-me novamente, sem sucesso.
Talvez não seja diferente, se calhar sou como aqueles que se deixam envolver na massa que os torna iguais. São todos iguais. Uma vez que não chego à Leonor, tento integrar-me na multidão, mas vão todos no sentido contrário ao meu, contra mim.
Afinal também não é na multidão que pertenço.
Onde pertenço, então?
Afasto-me dela, da multidão, das ruas agitadas.
Na paz da minha solidão chego à conclusão que não pertenço.
Simplesmente

não pertenço


1984

17Nov09


E não é que está mesmo (!?)


Hoje suplantei-me.
Sinto-me exausta.


Rua das Flores

10Nov09

Mas o que é que se passa na Rua das Flores!?

Vivíamos na Rua das Flores, no segundo andar de um grande prédio do começo do século.

O Leitor, de Bernhard Schlink

Em 1815, um dos mais abastados mercadores de panos da Rua das Flores, na cidade do Porto, era o Sr.António José da Silva.

A Filha do Arcediago, de Camilo Castelo Branco

Atravessaram apressadamente o largo, encolhidos nos seus miseráveis agasalhos, e meteram à direita pela Rua das Flores.

A Filha do Capitão, José Rodrigues dos Santos

Quando encontrar mais, digo. Assim só por curiosidade.


750
He found his own Courtney Love.


Domingo.

25Out09

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Estudar Psicologia.


Maaaaaaaas…

Tenham uma semana positiva!


Depeche Mode

18Out09

ticket

EU JÁ TENHO!


Parabéns!

17Out09

a
Tenho saudades tuas…

Hoje a minha avó faria 85 anos.

PS: Como já devem ter reparado, não tenho tido muito tempo para andar por aqui. Vou tentar vir mais vezes. Tenham um bom fim-de-semana!


escrever

Hoje fiz teste de História e, depois de cerca de duas horas, oito páginas e imensas dores na mão direita, conclui que me correu bem!


Rostos

12Out09

A minha página dos rostos já está actualizada. Basta clicar na imagem em baixo para aceder!

Untitled-1


ascensorQuando vos falei do passeio pela Nazaré, não me adiantei muito sobre o ascensor, pois já tinha este post planeado. O Ascensor da Nazaré faz, este ano, 120 anos. Achei giro, informei-me e deram-me um panfleto, que vou citar aqui. 

 

Inaugurado em 1889, o Ascensor da Nazaré comemora, no dia 28 de Julho, 120 anos de existência. Esta relíquia patrimonial é, sem dúvida, motivo de orgulho para todos os nazarenos, detentores de um monumento digno de referência para a comunidade e para o país.
Um ascensor mecânico representava, na altura, uma inovação futurista para a pequena vila piscatória que começava a dar os seus passos no grande comércio turístico.
Inicialmente movido a vapor, com o auxílio de uma máquina instalada no Sítio da Nazaré, o elevador, que assentada em rocha viva nas penedias do alto do promontório, passava por um túnel de 50 metros, em rampa, a partir da gare superior, percorrendo uma extensão total de 318 metros em direcção à praia. Na inauguração, a máquina foi benzida e designada por “Nossa Senhora da Nazaré”.
O Ascensor foi responsável por uma comunicação mais rápida e cómoda entre a praia e o Sítio da Nazaré. Antes da sua entrada em funcionamento, os habitantes encontravam-se separados da Real Casa de Nazaré, erguida a 110 metros de altitude e a uma diferença de nível apreciável. O caminho fazia-se por uma ladeira de areia solta, com 400 metros de extensão, que os pescadores subiam em eia hora, mas desciam em poucos minutos, enterrando os pés na areia para se manterem em equilíbrio. Já os carros de tracção animal seguiam pela estrada, num percurso de cerca de 3km.
O maquinismo do ascensor, importado da Alemanha, da fábrica Esslingen-Machinen, era idêntico ao que se tinha instalado na calçada do Lavra, em Lisboa.
(…) Símbolo da Nazaré, o ascensor foi desde a sua abertura um sucesso, uma atracção única para os visitantes da Nazaré que, maravilhados com a curta viagem, não a esquecem.
A 1 de Abril de 1968 é inaugurado um outro ascensor de melhores características. Era composto por um sistema de tracção, com transmissão e accionamento eléctrico, e provido de sistema de travagem de três tipos: automáticao, de pressão electro-hidráulica e manual.
A linha dos elevadores encontrava-se, agora, assente em leito próprio, deslizando numa extensão de 318 metros, com uma inclinação de 42%. O cabo funcionava a descoberto, sobre roldanas, podendo, deste modo, ser facilmente vistoriado e limpo. Características que ainda hoje se mantém.
Em 2002, o Ascensor da Nazaré beneficiou de um complexo processo de modernização, que incluiu a substituição das velhas carruagens por um equipamento mais moderno e confortável, a recuperação da linha e chassis da estrutura e a beneficiação aquitectónica e funcional das gares.
O ascensor da Nazaré é considerado um ex-líbris nacional. É, também, motivo de orgulho para toda a população nazarena, pois faz parte integrante da sua História, sendo, por isso, um elemento fulcral da memória colectiva.
É um ponto de visita obrigatório para os visitantes, nacionais ou estrangeiros, em turismo de lazer ou cultural pela Nazaré. Não é, pois, de admirar que o ascensor transporte mais de um milhão de visitantes, por ano.

1951

Fotografia do ascensor, no ano de 1951.

1992

Fotografia do ascensor, no ano de 1992.

2009

Fotografia do ascensor, no ano de 2009.


Tenham um óptimo fim-de-semana. O meu vai ser passado a estudar História!


Este ano, o meu projecto para a disciplina de Área de Projecto é uma revista de música. Já temos nome e logotipo, espero que sejamos bem sucedidos.

audium

audium

Também estamos no Twitter (clicar na imagem à esquerda).

 

HOJE JÁ É SEXTA-FEIRA!!!!!


IMG_2566De manhã, fomos para a Nazaré, onde fui agradavelmente surpreendida. Não estava à espera de um lugar com um ambiente tão acolhedor, uma maresia tão agradável e pessoas realmente simpáticas.
Depois de uma volta na avenida principal, subimos no ascensor e fomos confrontadas com uma vista simplesmente magnífica. Almoçámos num sítio chamado Mar à Vista e fomos tão mal atendidas e esperámos tanto tempo que, quando saímos do restaurante, Nazaré estava totalmente coberta por um nevoeiro horrível. 

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Ainda passámos por Alfeizerão, para comprar o famoso Pão de Ló.

É conhecido que a doçaria tradicional portuguesa tem geralmente origem nos conventos. Há no entanto razões para pensar que o Pão de Ló, decerto aperfeiçoado pelas ordens religiosas, seja originário de Castela. Com efeito, recentes investigações realizadas no Japão, para onde foi levado talvez por missionários jesuítas, revelam que ali lhe chamavam bolo de Castela, Kasutera e Kastera (…)
No contexto da extinção das Ordens Religiosas em Portugal (séc.XIX), freiras do Convento Cisterciense de Cós (Alcobaça) transmitiram a receita e as técnicas de fabrico a uma família de Alfeizerão que as terá acolhido. Foi assim que há mais de 100 anos Amália Grilo (nascida em 1858) começou a fabricá-lo, por encomenda, para mesas afidalgadas da vila e da Região.


IMG_2307A mãe fez anos. Tomámos o pequeno-almoço no hotel e, depois de uns patos caricatos (que decidiram tomar banho na piscina do hotel) e uma aventura algo cómica, partimos em direcção a Óbidos.
Fomos conhecer o Hotel Real de Óbidos, que nos acolheu num ambiente muito medieval e demos um longo passeio pela vila, com um calor sufocante.

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Bebemos e comprámos a famosa ginjinha e passámos um dia muito agradável. Adorei conhecer Óbidos e tenho a certeza que irei lá voltar.


IMG_2114Eu e a mãe decidimos aproveitar o fim-de-semana prolongado para dar um passeio.
A primeira paragem foi Peniche. Depois de deixarmos as coisas num simpático hotel de nome Atlântico Golfe Hotel, com uma vista fantástica, fomos até à conhecida praia Supertubos onde já começavam os preparativos para a Rip Curl Pro Search, uma das mais esperadas provas do ASP World Tour. Peniche, a capital da onda, tem a honra de ser o primeiro sítio não só em Portugal mas em todo o Hemisfério Norte, a receber esta prova de surf, que se realizará entre os dias 19 e 30 deste mês.

A vinda da prova para Peniche representa a inclusão do concelho num mundo em que dinheiro conta-se IMG_2123aos milhões: em Portugal, a venda de produtos ligados ao surf nas principais marcas, como Quicksilver, Rip Curl e Billabong movimenta algo entre 30 e 40 milhões de euros todos os anos. Só em prémios, este ano o ASP World Tour (ex-WCT) vai distribuir cerca de 3,5 milhões de dólares.

IMG_2146O concelho de Peniche tem quatro das suas praias galardoadas com a identificação “Qualidade de Ouro”. A classificação foi criada pela organização Quercus – a mais importante do país – para definir praias que tenham boa qualidade de água, atestada pelo conjunto de análises realizadas ao longo dos últimos 5 anos. As praias distinguidas pela Quercus foram as do Baleal Norte, Consolação, Cova de Alfarroba e Gamboa.

Depois de um passeio pela costa de Peniche, chegámos ao Cabo Carvoeiro, onde me deliciei. A água é o meu elemento e o mar a minha perdição.

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Numa visita ao centro de Peniche, descobrimos umas senhoras muito dedicadas, a fazer renda de Bilros.

IMG_2266Não é fácil localizar, com exactidão, a data do aparecimento da renda de Bilros em Peniche, ainda que seja indiscutível que já no século XVII os bilros saracoteiam nas almofadas cilíndricas das mulheres penichenses a dar vida às formas mais ou menos ingénuas dos desenhos traçados sobre os piques cor de açafrão. Num testemunho datado de 1625, se regista a doação de uma renda e, poucos anos depois, já a pintora Josefa de Óbidos as inclui em vários dos seus quadros (…)
A rea de Bilros é hoje praticamente um ex-libris do concelho. Desta forma, é-lhe reservado um espaço especial (…) cujo objectivo é dar a conhecer esse tipo de artesanato de Peniche e promover o aprofundamento das relações entre as várias comunidades com tradições ligadas às rendas de Bilros.

Ao lanche, comemos numa pastelaria de doces regionais, onde a mãe provou os famosos “amigos de Peniche”. Aqui fica a história do nome deste doce.

D.Henrique morreu sem deixar descendência, tendo surgindo naturalmente, como pretendentes ao trono de Portugal, três netos de D.Manuel: Filipe II, rei de Espanha, D.Catarina de Bragança e D.António, Prior do Crato.
Um exército espanhol, comandado pelo duque de Alba, invadiu o Alentejo, tendo Filipe, o mais forte, sido proclamado rei de Portugal.
Não o reconheceu, todavia, D.António que, mercê de mil e uma habilidades diplomáticas, conseguiu que Isabel Tudor, rainha de Inglaterra, pusesse à sua disposição uma armada de cerca de 20000 homens e “cento e sessenta navios grandes e pequenos” para, com ela, reivindicar os seus direitos.
A 26 de Maio de 1589, os penichenses viram desembarcar na sua praia do sul parte dos soldados desse exército, comandados pelo general John Norris.
Depois de uma leva escaramuça com a guarnição da Fortaleza – a que não faltaria, sem dúvida, a indiferença dos poucos portugueses às ordens do oficial castelhano D.Pedro de Gusmão e que suporiam, talvez, que com a chegada dos bretões seria possível a expulsão do invasor filipino -, a praça foi tomada e o exército inglês caminhou sobre a capital, ao mesmo que sob o comando do almirante Francis Drake, a esquadra que desembarcara em Peniche rumava a caminho de Cascais.
Entretanto, entre o receio de uns e alegria de outros, chegava a Lisboa a notícia do desembarcar de D.António, passando, entre os seus partidários, a segredar-se, num anseio de esperança: “Vêm aí os nossos amigos… Vêm aí os nossos amigos que desembarcaram em Peniche…”
Mas o exército invasor e sem que o Prior do Crato tivesse força suficiente para o evitar, avançava na maior das indisciplinas, devastando e roubando as terras por onde passavam – Atouguia, Lourinhã, Torres Vedras, Loures… – até que, tendo chegado às portas da cidade, acampou nos altos do Monte Olivete onde, pouco depois, os canhões do castelo de São Jorge, por ordem de D.Gabriel Niño, começaram a despejar metralha.
Grande foi a surpresa de John Norris em face deste bombardeamento, pois D.António para conseguir o indispensável auxílio do exército inglês, teria provavelmente garantido não haver necessidade de combater, visto que seria festivamente recebido em Portugal.
E o acampamento foi mudado para a Boa Vista e Bairro Alto, de onde, após um breve encontro com os castelhanos, retirou de novo, desta vez para a Esperança.
Dentro das muralhas e durante todas estas manobras, a ansiedade patriótica dos “antonistas” continuava segredando: “Será hoje que chegam os nossos amigos? Virão hoje os nossos amigos de Peniche?…”
D.António bem deve ter insistido e procurado dar novas garantias, mas aquele exército composto de mercenários não poderia sentir o patriotismo e a dor do infeliz e desorientado pretendente; e assim, dias depois e em face do desespero do Prior do Crato, refugiava-se em Cascais, na mesma esquadra que o trouxera de Inglaterra e desembarcara em Peniche.
- “Porque não entram os nossos amigos?… Porque nos abandonam os nossos amigos de Peniche?…”
E perderam-se, desta forma, todas as esperanças dos partidários de D.António, pois o auxílio que a este fora oferecido teria, por certo, menos o interesse de participar generosamente na reconquista de Portugal que humilhar o orgulho e poderio de Espanha através de um golpe de surpresa, aliás coadjuvado pela suposta fácil sublevação do povo português, cansado de extorsões e ignomínias.
Por muito tempo ficou aberta no coração dos “antonistas”, como ferida dolorosa, a desilusão dos amigos desembarcados em Peniche, daqueles amigos que esperavam receber como libertadores e que afinal os tinham abandonado.
Mas os homens desembarcados em Peniche e que traíram a esperança dos bons portugueses de então, não eram de Peniche e partiram como vieram, não ficaram em Portugal.
A expressão “amigos de Peniche” derivará deste episódio histórico (…)

Adaptado de Peniche na História e na Lenda, de Mariano Calado

Jantámos na Avenida do Mar, no restaurante Kate Kero I, onde comemos um delicioso arroz de tamboril.

Todas as citações, exceptuando a história dos “amigos de Peniche”, foram feitas ao Correio Peniche.

IMG_2346EU JÁ ME ENTERREI NUM PÂNTANO ATÉ AO JOELHO!
(dia 2 de Outubro de 2009)


IMG_0167EU JÁ VIAJEI 400KM SÓ PARA VER OS XUTOS&PONTAPÉS!
(dia 8 de Agosto de 2009)


Parabéns!

03Out09

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PARABÉNS!


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Eu numa aula de Psicologia, desenhada pelo António

Já tive Psicologia o ano passado e adorei! No entanto, o livro mudou e foi com imenso prazer que folheei o novo livro. Qual não é a minha surpresa quando encontro uma das fotografias mais famosas a nível mundial.

A FOTOGRAFIA DE SHARBAT

272495Em 1985 uma rapariga, Sharbat, é fotografada por Steve McCurry da National Geographic num campo de refugiados afegãos. A sua imagem foi capa da revista em Junho de 1985. O seu olhar impressionou o mundo e, desde então, o fotógrafo não desistiu de localizar a rapariga afegã. Encontrou-a, na sua aldeia de origem, no sopé de umas montanhas, no interior do Afeganistão, casado e com três filhas. A intuição do fotógrafo e o reconhecimento através da íris asseguraram a identidade de Shatbat. Usa a burka e vive uma vida muito difícil para cuidar da família. O seu maior desejo é que as suas três filhas tenham acesso à educação porque ela teve de abandonar a escola por causa da guerra. A primeira fotografia levou a que muitas pessoas se tenham oferecido como voluntárias para trabalhar nos campos de refugiados. Depois do reencontro, a National Geographic e outras organizações sem fins lucrativos criaram o programa Afghan Girls Fund para procurar dar oportunidades educativas às raparigas e mulheres afegãs.

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VOTA ATM!

01Out09

Já vos falei dos ATM…

A banda do Martinho inscreveu-se ontem nos
mui

Como entraram agora no concurso, não têm votos. Conto convosco! Basta pesquisarem o nome da banda e votarem!

ATM

Já agora, fui eu que tirei a fotografia. Quanto mais não seja, votem pela fotografia! ; )


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Kalu, em Grândola

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a que os tem
Aos outros um passou-bem

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar, despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir encontrar
Mais força para lutar…

(Refrão)

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar, a enganar
O povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força
Para lutar, mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força
Para lutar, mais força para lutar…

(Refrão)

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão


Concertos

29Set09

Depois de ter conhecimento que os Depeche Mode vinham cá, decidi tomar uma decisão adulta e abdicar do concerto dos Metallica e dos Slipknot (no mesmo dia) no Alive para ir ver os tão esperados Depeche Mode ao Super Bock Super Rock do Porto. Já todos sabem que o concerto foi cancelado e eu fiquei pior que fula.
Mas é bom saber que vou ser assim como que compensada. Há uma série de bons concertos a ver, desde Skunk Anansie, Depeche Mode, Massive Attack, Muse, Marilyn Manson a Franz Ferdinand…
Enfim, agora é esperar que não haja outra desilusão semelhante.

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Super Bock Super Rock 2007 - Nuno, Martinho, Bárbara, Pai, eu, Madalena e Patrícia.

-> A paciência do pai e o meu entusiasmo.


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Notável! Remarkable! Notable! Remarquable!, etc.

Comecem bem a semana!


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FOI ONTEM!

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A fotografia é da Rita Carmo, fotógrafa da Blitz, que tive o prazer de cumprimentar e felicitar pelo fantástico trabalho que desenvolve. ão poderia ilustrar melhor o ambiente espectacular que se viveu ontem.
40 mil pessoas festejaram em uníssono os 30 anos de carreira dos Xutos&Pontapés, um grupo que marcará para sempre a história do rock nacional.
Gostaria de vos referenciar o artigo publicado no site da Blitz, porque está bem escrito. No entanto, apresenta alguns erros que não me apetece nada citar.
Mas como eu adoro a Blitz e a compro religiosamente, deixo-vos um artigo da revista deste mês, escrito por Francisco Pedro Balsemão, com o qual me identifico.
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Foi às onze horas da matina que eu e a minha mãe (companhia e boleia fiel para os concertos dos Xutos) chegámos ao Restelo, onde cerca de trinta pessoas já aguardavam a abertura das portas, que se deu às quatro e meia da tarde.
Se não fossem os inevitáveis encontros com pessoal conhecido, teriam sido umas horas algo difíceis de suportar. Assim sendo, passou rápido.
Quando as portas abriram, assisti e participei numa autêntica largada de touros para chegar às primeiras filas. Devota, consegui e guardei lugares nas grades para as pessoas amigas que estariam para vir.
Uns caíram, outros ficaram para trás para serem revistados. Temos pena!
Depois de uma espera realmente cansativa, muitas conversas e um encontro especial com a Inesinha (que vive no Porto), começaram os concertos.
A primeira parte do concerto foi feita pelos Pontos Negros (que não aquecem nem arrefecem) e pelos Tara Perdida (que, decididamente, arrefecem). Alguns dizem que começaram bem a noite, mas o verdadeiro espectáculo ainda demorava a começar.
Kalu, Zé Pedro, Tim, Gui e Cabeleira fizeram uma entrada giríssima, onde se via nos ecrãs gigantes as lendas do rock a chegarem na carrinha e a atravessarem o público, até ao palco.
Começaram com Quem é Quem, o single do novo álbum, Xutos&Pontapés (primeiro erro da Blitz: “Quem É Quem”, o single de apresentação do mais recente, e homónimo, álbum de originais).
Depois de uma viagem pelos 30 anos de carreira (que soube a pouco), constatei que não tocaram uma única música do primeiro álbum, o 78-82, o que foi, na minha opinião, um erro inaceitável.
Um amigo chegou à brilhante conclusão que, em vez do discurso (wannabe) político do Zé Pedro, podiam ter tocado, por exemplo, a Sémen, o primeiro single da banda.
Um dos momentos mais giros do concerto foi quando, na Dá um mergulho, uns aspersores à frente do palco molharam o público, convidando-nos a dar um mergulho que, devo confessar, soube lindamente.
Claro que os convidados (Pacman, Camané, Pedro Gonçalves e outro senhor cujo nome não me recordo) deram um toque especial ao concerto, que o diferenciou dos restantes.
As minhas expectativas relativamente a este concerto eram muito claras: que superassem o concerto dos 25 anos de carreira, o que não aconteceu.
Uma das maiores falhas foi o Kalu não ter cantado, precisamente, a Falhas e, talvez, a Tu Aí.
No entanto, para os que achavam que os Xutos não iriam encher o recinto, fica um grande

PIMBAS!

PS: Uma das coisas que mais me irrita no facto de os Xutos serem a banda de Portugal, é o facto de 99% das pessoas acharem que a Casinha é da autoria dos mesmos e, ainda por cima, cantarem qualquer coisa como no rés-do-primeiro-andar (em vez do correcto modesto). Para esses, fica este vídeo.


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É HOJE!


IMG_1169EU JÁ VI O PÔR-DO-SOL NA PRAIA!
(dia 15 de Agosto de 2009)

HOJE É SEXTA-FEIRA E EU QUERO IR AO HARD ROCK CAFE!


Babel

24Set09

Ahoj
Allô
Ciao
Halo
Hallo
Hei
Hej
Hello
Helló
Hola
Hujambo
Konnichiwa
Labas
Mabuhay
Merhaba
Nomoskar
Olá
Përshëndetje
Salut
Sawasdee
Sveiki
Szia
Tere
Witaj
Zdravo
прывітаньне
привет


안녕하세요
Γειά
הָלוֹ
हैलो
こんにちは
здраво
الو
привет
здраво
สวัสดี
привіт

Tantas/algumas formas de dizer a mesma coisa! 

=)


Iain Crawford

23Set09

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iain crawford

Espreitem! ;)


IMG_1795EU JÁ ANDEI A CAVALO SEM SABER BEM O QUE ESTAVA A FAZER!

(dia 5 de Setembro de 2009)

PS: Parabéns Mariazinha!


1No âmbito da Semana da Juventude 09, organizada pela Junta de Freguesia do Lumiar, assisti no Sábado ao festival de bandas rock.
Fui para ver os ATM, a banda do Martinho, mas acabei por ver os Capitães da Areia, os Bordeline Insane e outra banda, cujo nome desconheço. Até foi giro, passei um bom bocado.
Mas cheguei à conclusão de que estas bandas, que estão mais ou menos na minha faixa etária, hão-de sofrer sérias alterações quando os vocalistas entrarem na mudança de voz!
;)

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Tenham uma excelente semana!


Agenda

20Set09

Hoje vou mostrar-vos (só) um bocadinho da minha agenda. Há quem lhe chame diário e ainda quem acrescente que é um diário gráfico. Eu chamo-lhe agenda.

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Nesta agenda escrevo tudo o que faço durante o dia e colo coisas como talões, etiquetas, bilhetes, etc.

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Há pessoas seriamente fascinadas com a minha agenda, há pessoas preocupadas com o meu estado mental e há pessoas que não acham piada nenhuma. Pronto.


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EU JÁ MERGULHEI NO RIO ZÊZERE!

(dia 12 de Setembro de 2009)

Tenham um excelente fim-de-semana!


Recadinhos

18Set09

Como eu tenho a perfeita consciência que nenhum dos meus amáveis e queridos vizinhos lê o meu blog, decidi contar-vos isto. Ora, para manter a cabecinha ocupada, decidi arrumar a arrecadação num destes dias de férias. No entanto, houve muito entulho que teve de ir para o lixo, por isso deixei-o temporariamente a bloquear, sem intenção, uma porta de acesso aos controlos do elevador do prédio, uma vez que já tinha contactado o Departamento de Higiene e Não-Sei-Quê da Câmara Municipal para vir buscar o tal lixo.
No dia seguinte dei com este fantástico recado na porta da arrecadação e não resisti a publicá-lo:

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KeroSim

17Set09

O Twitter ajudou-me a divulgar este meu “negociozinho dos livros” que, por sua vez, me levou a conhecer a Isa. Tomámos um café, conversa puxa conversa, e ela acabou por me contar que tinha um site onde vendia t-shirts pintadas à mão e que ainda as fazia personalizadas.

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 Apesar de a Isa dizer muito especificamente no site que não pinta imagens «de copyright conhecido (do tipo Noddy, Snoppy, Simpsons, Mickey, etc.)», depois de muitas súplicas, lá me pintou uma fantástica t-shirt com o Homer Simpson, que eu ADORO.
A t-shirt ficou giríssima e este post pareceu-me a coisa mais natural a fazer.
Ah, já agora, se hoje virem esta t-shirt na rua já sabem que sou eu que a tenho vestida!

 

 Tive de lhe perguntar mais sobre este projecto, aqui fica o que ela me disse.

Desde sempre tive uma fascinação por t-shirts. Onde quer que fosse lá estava eu à procura de uma t-shirt mas… sempre apreciei muito a originalidade.
Um dia, começou a surgir na minha cabeça a ideia para um projecto pessoal que fosse algo diferente. Fui desenhando num livrinho as ideias.
Por necessidades económicas, acabei por avançar com o projecto mais cedo do que pensava. Criei o nome, logotipo, site, e é claro os desenhos! O modo não seria estampa mas pintura directa no tecido. O trabalho é feito na altura que é pedido e leva entre 1 a 2 dias a ficar pronto. Os preços são feitos mediante a complexidade dos desenhos e não por tamanhos da t-shirt. Tenho t-shirts desde 1 ano até o XL. Nos tamanhos de adulto tenho o modelo de senhora, mais justinho, e modelo unisexo, tradicional.
Para além dos meus próprios desenhos e ideias, pinto pedidos específicos ao qual indico o preço tendo em conta a dificuldade de execução.
E como pinto… isso fica em segredo :-) Mas posso adiantar que para além de ter de se saber desenhar e pintar o tipo de pincéis é muito importante para os traços ficarem certinhos. A paciência também faz parte do segredo :-)

Adiantou ainda que o site KeroSim vai fazer três anos em Novembro de 2009 e que irá ser remodelado em breve, com um novo visual e novas ideias pelas quais, pessoalmente, não posso esperar!

VISITEM O SITE QUE NÃO SE VÃO ARREPENDER

(basta clicar na imagem)
KEROSIM


Apetece-me

16Set09

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You could be my flamingo
‘Coz pink is the new kinda lingo
Aerosmith


Eu, que nem sequer gosto particularmente de Black Eyed Peas, acho que é umas das coisas mais giras que já vi. E as reacções da Oprah são deliciosas!
Para saber mais, clicar aqui.


aEspecialmente, este tipo de segundas-feiras!

Mas, enfim, tenham uma boa semana e, para alguns, um bom regresso às aulas!


DSC_0214 copyFazer amigos em concertos é do melhor. Apresento-vos o Antonio, um simpático italiano, que veio a Lisboa propositadamente no dia 3 de Junho deste ano, para ver os lendários AC/DC.
Palavra puxa palavra, e fazem-se amizades. Apesar de o Antonio ser bastante mais velho, trocámos mails e ficámos amigos.
Agora, recebo postais dele, que me deixam deliciada, tendo em conta o país onde ele vive.

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12Set09

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A MINHA BEBÉ ENTROU!

Concluída a 1ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, vimos informar que o resultado da tua candidatura foi o seguinte:

Resultado: Colocada
Estabelecimento: [1105] Faculdade de Engenharia
Curso: [9508] Engenharia do Ambiente


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Só sei que em vez de receber postais recebo isto. E tenho aquele aviso que se põe nas caixas, de que não se quer publicidade não soliciada!


Adoro os livros que me ensinam palavras novas e diminuem mais um bocadinho a minha ignorância.

INDULTO: absolvição; perdão.
SONEGAR: deixar de mencionar ou descrever (objectos), nos casos em que essa menção ou descrição é obrigatória por lei; ocultar de forma fraudulenta ou ardilosa.
CICIAR: pronunciar as palavras em cicio; rumorejar; sibilar.

O Leitor, de Bernhard Schlink


postal
Deve ser o postal mais giro que tenho!


Desabafo

08Set09

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Assim, de vez em quando, normalmente quando menos espero, vêm à memória as recordações mais improváveis.
Sinto falta desses tempos, embora fizesse tantas coisas de maneira diferente se pudesse regredir a esse meu estado de infância descuidada.
Dar-lhe-ia mais importância, a ela e a todos os gestos que me eram rotineiros na altura. Todos os pequenos gestos… agora vejo que não lhes dei o valor que eles mereciam.
As memórias mais recentes não são, de todo, as que mais quero preservar.
Retrocedendo, vejo-a no caixão… as bochechas, que recebiam os meus beijos de forma tenra e calorosa, estavam rígidas e frias e recebiam-nos com uma pálida indiferença.
Voltando um bocadinho mais atrás, vejo-a acamada, em casa da minha tia. Uma avó já demente tenta dizer-me qualquer coisa com o olhar, depois de tentar desesperadamente elaborar uma simples palavra, sem êxito. Beijo-lhe a testa e ela sorri-me, um sorriso que não via há meses.

Num dia como qualquer outro, teve um AVC (ou mais) e foi internada no Hospital de Santa Marta. Lembro-me de lhe dar as refeições, após ela insistir que conseguia comer pela própria mão e ver o braço a falhar. Nessa altura, a minha avó ainda conseguia falar, normalmente para dizer que queria ir para casa ou para dizer mal de qualquer coisa, como só ela o conseguia fazer.
Se não eram os jornalistas na televisão que diziam “tá” em vez do correcto “está”, era o meu cabelo sempre despenteado ou essa moda dos telemóveis. Lembro as resmunguices com ternura, porque ela nunca se chateava verdadeiramente e ria-se de tudo.
Se lhe perguntavam se ela estava boa, ou respondia “nunca fui” ou “sempre fui”, conforme o estado de espírito.
Sempre enfrentou a vida com um enorme sentido de humor, mesmo depois de lhe morrer uma filha, quando parecia que já não podia perder mais entes queridos.
Admirava-lhe a força, a coragem e a determinação em certas coisas que dizia, naquela sapiência que só se adquire com uma certa idade.
Quando dizia que estava a ficar velha, logo se arrependia para protestar, contra a sua própria afirmação, que “velhos são os trapos” e, entre risos (mas aos oitenta e tal), dizia-me que quando não conseguisse comer pela própria mão e tivessem de lhe mudar a fralda, aí sim, podiam chamá-la de velha.
Era disto de que me lembrava ao dar-lhe a colher de sopa à boca e as lágrimas que lhe corriam no rosto eram autênticas facadas no (meu) coração.
Numa questão de senso-comum, toda a família chegou à conclusão que a minha avó não poderia voltar para casa sozinha, como há muito tempo vivia.
Foi assim que a vi entrar, algo bem-disposta, no lar. À primeira vista, tudo me pareceu bem e indicado para receber a minha avó materna, a avó que eu mais estimava, a avó do coração.
Após algumas visitas, apercebi-me do que a rodeava e, em segredo, ela pedia-me que a levasse para casa. Velhos loucos praguejavam, atados às cadeiras para não se magoarem ou não magoarem os outros residentes (ou, pura e simplesmente, para não chatearem as funcionárias). Lá descobríamos um sítio calmo para estar umas horas com a minha avó e, no fim de cada visita, ela deitava-nos um olhar suplicante e chegou mesmo a perguntar se eu ia deixá-la ali, com um ar indignado e desiludido.
A memória começava a falhar. Sabia que conseguia levantar-se da cadeira mas, a cada tentativa, as pernas atraiçoavam-na.
Depois de vários episódios de autêntica negligência e uma visita ao hospital por desidratação, não aguentámos mais.
Foi assim que a minha avó foi, acamada, para casa da minha tia, onde enfermeiras cuidavam dela. Só tive oportunidade de conhecer uma e senti que a minha avó estava, agora, realmente em boas mãos.
No entanto e obviamente, isso não fez com que ela melhorasse. Estávamos à espera.
Quando a minha mãe se senta ao meu lado e me diz, com um tom que não consigo descrever por palavras, “a avó morreu”, demorei alguns minutos a ter qualquer tipo de reacção.
A minha tia vive em Santarém e a minha mãe pôs-se a caminho, para ajudar a tratar das coisas (que não faço ideia o que são). Fiquei sozinha em casa, enrolada na cama, seriamente pensativa. O meu pai resgatou-me e, nessa noite, dormi em casa dele.
Nem mesmo a caminho de Santarém libertei as verdadeiras lágrimas de luto.
Só quando destapei o pano que cobria a cara dela é que a realidade me atingiu.
A minha avó, que tinha feito parte de toda a minha infância e adolescência, de toda a minha vida… tinha morrido. Morreu.
Percebi o sentido da expressão “nunca mais” como nunca tinha percebido.
Nunca mais vou ouvir o riso dela; nunca mais vou comer as deliciosas refeições, que só uma avó sabe fazer, que me preparava nos intervalos de almoço; nunca mais vou receber as diversas figuras que ela tricotava para depois me oferecer; nunca mais…

Desculpem o post deprimente, mas precisava realmente de desabafar.


Segunda-feira

07Set09
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Hard Rock Cafe - Margarita Frozen

Hoje é a última segunda-feira em que vou estar realmente de férias. De hoje a uma semana, vai ser véspera de regresso às aulas, aquele dia cheio de decisões, responsabilidades e nervosismos.
Vão acabar-se as manhãs despreocupadas e as noites de Margaritas no Hard Rock.
O 12ºano já é, por si só, um ano decisivo. Mas quando já é o segundo 12ºano, torna-se crucial o sucesso, as boas notas e as boas decisões. Enfim.
Ainda não sei o que vou fazer hoje, mas há-de ser qualquer coisa de especial (só se não for).


Artigo da OML

06Set09

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Lembrei-me agora disto. Já lá vai algum tempo… Acho que estou a ficar velha!


Miopia

05Set09
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Antes de pôr as lentes de contacto.

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Depois de pôr as lentes de contacto.

Tenham um óptimo fim-de-semana!


Korpiklaani

04Set09

Hoje venho falar-vos de uma situação com o vocalista dos

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Talvez não saibam, assim como eu nem sequer sabia da existência deles, que participaram no Festival Ilha do Ermal. O vocalista, um tal de Jonne Järvelä (JJ, que não me apetece estar a escrever o nome cada vez que me referir a ele), parece ser uma pessoa muito festiva… mas com trinta e cinco anos.
O que se passou foi que uma amiga minha (vamos chamá-la de Bá, porque sim) foi ao tal festival de Verão e, numa espécie de after-party, conheceu o JJ. Com este post não quero passar a imagem de que a Bá é uma menina inocente, uma vítima de um famoso, apesar de ter apenas dezassete anos.
Bem, o que aconteceu foi que, nessa after-party, ambos beberam bastante. Não vou dar pormenores desnecessários da coisa e vou limitar-me a relatar o que aconteceu. Depois de umas garrafas (não vou dizer “uns copos”, com a consciência de que foi muito mais que isso), o JJ levou a Bá para um quarto de hotel, onde tiveram relações sexuais.
O que se passou foi plenamente consensual. Na minha opinião, ela devia estar fascinada porque, apesar de tudo, o JJ não deixa de ser um vocalista de uma das bandas preferidas dela.
Sem sequer saber o nome dela, ele voou de volta à Finlândia na manhã seguinte.
Só me resta pensar que ao menos usaram preservativo.

Isto, sei que aconteceu, mas ouvi dizer que o JJ de trinta e cinco anos que teve relações sexuais com a Bá de dezassete, ainda tem mulher e filhos.


Twitter

03Set09

Hoje venho falar-vos da nova rede social, o

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De certeza que conhecem ou, pelo menos, já ouviram falar desta nova plataforma que já revoluciona a comunicação online.
Ao fazer parte do Twitter, é “seguido” por um certo número de pessoas, ou seja, esse número de pessoas vê o que escreve, em apenas 140 caracteres*. Ao “seguir” alguém terá, naturalmente, acesso ao que essa pessoa escrever.

*Uma vez que a caixa do Twitter dispõe apenas deste limitado número de caracteres, ao colocar um link na caixa, este é reduzido, para que não ocupe a maior parte do texto e possa escrever mais livremente.

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O que eu acho mais fascinante no Twitter é o facto de se poder seguir um sem número de fontes de informação (desde o Expresso à Blitz) e, assim, sem ter de ir à procura, as notícias vêm ter consigo.

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No entanto, não há nada como explorar por si mesmo e criar uma conta no Twitter.


Postais

02Set09

Eu sei que já vos falei do Postcrossing, mas acho tão giro que não resisto a falar-vos mais dos meus postais.
Mantenho a minha colecção organizada por ordem alfabética, em dossiers com micas para postais.

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Tenho sempre uma reserva de postais de Lisboa e de selos para a Europa e para o resto do mundo.

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Adoro receber postais, é o melhor que pode estar na caixa do correio. Para além dos postais que me enviam, quer seja pelo Postcrossing ou não, compro postais sempre que vou a algum sítio (seja uma cidade ou um monumento), enriquecendo assim a minha colecção.


Parabéns

01Set09

Fábio Correia 2
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Muitos parabéns aos dois, neste primeiro de Setembro.


Saio de casa e sou confrontada com um calor sufocante, suavizado por uma brisa ligeira que paira no ar.
Lisboa está dominada por uma calma que deriva do descanso e, no metropolitano, o homem cego pede esmola, pronunciando qualquer coisa como «é assim minha gente, não tenho onde cair morto, mas também existo e também sou filho de Deus», enquanto faz uma batida com um cabo de esfregona e um canivete aberto.
Na Baixa, os turistas pedem-me indicações que dou, em espanhol ou inglês, conforme convir.
De volta a casa, sento-me ao computador e escrevo.
É Domingo.

Dos dias da semana eu escolho o Domingo.
É um dia morto cheio de luz e de parva felicidade.
Xutos&Pontapés

30 de Agosto de 2009


Do mestre

Quentin Tarantino

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Brad Pitt
Mélanie Laurent
Christoph Waltz
Eli Roth
Michael Fassbender
Diane Kruger
Daniel Brühl
Til Schweiger
Gedeon Burkhard
Jacky Ido
B.J. Novak
Omar Doom
August Diehl
Denis Menochet
Sylvester Groth
Martin Wuttke
Mike Myers
Julie Dreyfus
Richard Sammel

A NÃO PERDER!


Fotografia

29Ago09

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Acho que uma agência funerária por baixo de uma agência de viagens só pode ser um bom presságio…


First Flush

28Ago09

Hoje venho falar-vos da

FF

«A First Flush é uma loja que vende chá de qualidade, de folha fresca, inteira e de diversas regiões do mundo», é este o discurso de apresentação da loja, que não podia ser mais convidativo.

Foi pouco o tempo em que lá estive a trabalhar mas, devo confessar, adorei a experiência.

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Apesar de ter adquirido alguns conhecimentos, não diria melhor. Por isso, passo a citar.

First Flush é uma classificação de colheita, utilizada apenas em estirpes de chá preto, que significa “colheita fina”; a primeira, após as primeiras chuvas da Primavera, até princípios de Abril.
Nesta colheita são apenas colhidos o “Pak-ho” (cujo termo ocidentalizado é “Pekoe”) e as duas folhas imediatamente seguintes. O “Pak-ho” pode-se traduzir por “cabelo de recém-nascido” e, por analogia, é o rebento (gomo terminal da chazeira) que tem ainda uma pequena penugem branca.
O chá proveniente desta colheita extremamente fina e delicada é muitas vezes apelidado como “ o champanhe do chá”, devido à cor dourada e aroma floral da sua infusão. Assim, sendo um chá jovem, é subtil no sabor e devido à grande concentração de “pekoe” contém um alto teor de flavonoídes.
Um chá com denominação First Flush significa raridade, qualidade superior.
A loja surge da vontade de transmitir e partilhar a paixão pelo chá e o seu universo de aromas, sabores e culturas. Através do conceito First Flush, criamos em Portugal locais onde todos os consumidores e apaixonados do chá e das suas artes possam viver esta experiência.
A First Flush oferece mais de uma centena de variedades de chá fresco (vendido a peso), dos mais importantes Jardins de Chá do Mundo, dos quais podemos destacar as especialidades Chinesas, os Chás Oolong, Chás Vermelhos, a originalidade e a especialidade de flores mágicas de chá branco, chá de chazeiras com mais 500 anos, os nossos aromáticos e saborosos coufrets e a sempre presença das nossas variedades únicas First Flush e os nossos exclusivos Chás Verdes, Chás Verdes Japoneses, Chás Aromatizados e Frutados, a nossa selecção de Rooibos, Mate.
Para complementar a nossa seleção de chás, temos também uma oferta muito alargada de acessórios e utensílios especialistas, satisfazendo a necessidade do consumidor em encontrar a excelência na “especialidade do mundo do chá”.
Localizada numa das zonas mais importantes de comércio e lazer da cidade de Lisboa (Baixa-Chiado), a First Flush existe para revolucionar a forma como os portugueses encaram o simples gesto de tomar um chá.
Para Ana Rita Pampulim, autora do conceito, “a presença na First Flush de colheitas exclusivas, raras e que tradicionalmente seriam de acesso apenas aos grandes apreciadores de chá, vem consolidar a presença da First Flush como líder especializado quer na importação e selecção dos melhores jardins de chá do mundo, quer na disponibilização através do retalho especializado das melhores colheitas do mundo tornando-as acessíveis ao público Português. Assim, diariamente cumprimos a nossa missão de estarmos cada vez mais próximos do nosso público, isto é, os apreciadores, os apaixonados, os consumidores e/ou potenciais consumidores, que valorizam a exclusividade, a variedade, a qualidade e a frescura do chá que consomem.”
A primeira unidade de negócio desta marca foi inaugurada em Outubro de 2006 ano, na cidade de Lisboa, e é já um êxito entre os amantes e os actuais consumidores de chá. Este é um espaço único, que nos dá a oportunidade de descobrir novas rotas e novos sabores representativos das mais diversas civilizações e viver experiências únicas de equilíbrio, conforto e bem-estar.

Normalmente tomo um chá preto, o English Breakfast. Depois de descobrir a First Flush, deixei o chá de saquetas e a diferença é notável.

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À esquerda está o chá de saqueta, consideravelmente mais moído do que o chá à direita, da First Flush.

No entanto, não há nada como visitar!

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First Flush
Rua do Crucifixo, nº108-110 / 1100-185 Lisboa
213461213
baixachiado@firstflush.pt

Depois de cerca de quinze minutos à espera, apanhei o autocarro 727, para ir para Belém.
Tirei o livro A Cidade e as Serras da mala e entretive-me. Mais de metade do autocarro falava ao telemóvel, metade com auriculares. Se a minha avó estivesse comigo, certamente diria que pareciam maluquinhos.
Uma das poucas que não se rendia às novas tecnologias, uma senhora já velhota, comentava com a amiga que tinha vindo da praia e contava, deliciada, os longos passeios que tinha dado.
Dois lugares atrás de mim, uma rapariga, pouco mais velha que eu, ouvia música e fazia questão que os outros também ouvissem. Assim, no meio de conversas, solavancos e uma batida que em nada me é familiar, guardei o livro.
Passámos por uma das muitas lojas chinesas que, com o propósito de embelezar o facto de ser só mais uma loja chinesa, tinha o distinto nome de Artigos Orientais.
Sorri, sorri ao Eça e sorri também ao Mosteiro dos Jerónimos*, que já se avistava.
Saí na minha paragem e, depois de uma inevitável olhadela ao que considero ser o monumento mais bonito de Lisboa, segui para o Starbucks, uma pequena maravilha que a globalização nos trouxe, mesmo ao lado dos sempre atafulhados Pastéis de Belém.
Encontrei-o. Beijámo-nos, já não nos víamos há oito dias. Passeámos naquele jardim cheio de cocó de cão que há em frente a tudo isto e acabámos por depois nos sentar à beira-rio.
Foi um bom dia.

*Ao olhar para o Mosteiro dos Jerónimos, lembrei-me de estar em Barcelona e um espanhol passar pela Sagrada Família, de headphones nos ouvidos e passo apressado, e nem sequer erguer o olhar para ver a mais imponente estrutura que aquela cidade lhe pode dar.

25 de Agosto de 2009


Postcrossing

26Ago09

Foi na Feira do Livro deste ano que descobri o Bookcrossing. Este conceito inovador, em que ao deixar um livro num dos espaços designados (ou não) se pode trazer um outro para casa, despertou o meu interesse. A tenda do Bookcrossing na feira começou a ser paragem diária e, a propósito de um projecto escolar, surgiu a ideia de fazer uma pequena reportagem sobre esta nova forma de adquirir livros.
Foi assim que conheci a Marta, que me falou de um conceito semelhante, «mas com postais»…

Após algumas pesquisas, encontrei o

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Desde que me lembro que compro postais dos sítios que visito e peço às pessoas que me tragam ou escrevam um (de sítios de férias ou mesmo de onde moram).
O Postcrossing foi uma descoberta muito significativa e tenho adorado a experiência!
Se gosta de enviar e receber postais, também vai adorar este conceito.
O primeiro passo é fazer o registo no site e, a partir daí, está aberto um novo mundo! Ao escolher enviar um postal, é-lhe fornecida uma morada (completamente aleatória) de um user, sendo que tem acesso aos interesses e gostos desse user. Assim, um “perfeito desconhecido”, torna-se numa pessoa com sexo, idade e tipos de postais preferidos, podendo personalizar o postal enviado consoante os gostos da pessoa.
O site dispõe também de diversas funcionalidades que se podem tornar muito úteis e agradáveis ao utilizador.

7 de agosto de 2009
Algumas estatísticas
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O meu mapa de postais enviados e recebidos
postais
Dos postais que já enviei, alguns ainda não chegaram (traveling)
postais recebidos
Alguns dos meus postais recebidos

Depois de receber um postal em casa, este deverá vir com um ID, que deverá registar no site. Assim, pode saber quem lhe enviou o postal e, eventualmente, fazer um comentário ao mesmo. Pode ainda digitalizar os postais que recebe, criando uma “postcards wall”.
Espero que se divirta e que goste tanto do Postcrossing como eu!

“send a postcard and receive a postcard back from a random person somewhere in the world!”

PS: Se estiver interessado em trocar postais directamente comigo, mande-me um e-mail para ines.sousa.almeida@gmail.com e fornecer-lhe-ei a minha morada para trocarmos postais.
PPS: Pode ainda ler o artigo online do I – Site português põe chineses e americanos a trocar postais


Isto de ter um pai que faz parte do CSI não é para todos.


Fiz este vídeo no jardim da Gulbenkian e não resisti.


Pääsuke

23Ago09

Hoje venho falar-vos do tal grupo de folclore da Estónia.

São os
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Vi-os actuar na Batalha, antes do concerto de Xutos e acho absolutamente necessário mostrar-vos como foi. Por essa razão, deixo-vos vídeos da actuação de 16 de Agosto de 2009, no Largo do Infante D.Henrique.

Divertidos, interactivos e irresistíveis. Creio que percebem que querer saber mais sobre este grupo é inevitável. Assim, em conversa com eles, descobri que são muito acessíveis e simpáticos. Claro que também é do interesse deles divulgar o grupo mas disponibilizaram-se a dar-me um postal (de Tallinn, capital da Estónia) com um cartão de visita dos Pääsuke.

Assim que pude fui ao site deles ler um bocadinho sobre este grupo estónio.
Fiquei a saber que os Pääsuke são um grupo destinado a promover o folclore tradicional nacional e, para além de cativarem as novas gerações estónias, actuam em todo o mundo.
Este grupo, criado há trinta anos e composto maioritariamente por mulheres, teve inicialmente como líder a senhora Jekaterina Lebedeva. Mais tarde, a professora Diana Otsing juntou-se ao grupo, trazendo com ela mais bailarinas.
A partir de 1994, depois de Jekaterina se aposentar por idade, os Pääsuke continuaram como grupo misto. Este nome dado ao grupo é o nome de uma ave estónia, visível no logotipo do mesmo (ver em cima).
Acabou por surgir uma nova abertura aos Pääsuke, havendo oportunidades de participação em concursos e festivais.
No ano de 2003, foi Katrin Krause que se tornou directora e professora criativa deste grupo de folclore, que conta já com vinte e cinco membros entre os trinta e os cinquenta anos de idade.
Adorei ver os Pääsuke actuar e gostei muito de falar com eles!

Folk Dance Group ” Pääsuke “
Mustamäe Kultuurikeskus Kaja
Vilde tee 118
12614 Tallinn
ESTONIArta.paasuke@mail.ee / katrin@kodukyla.ee


Ontem, na hora de almoço da minha mãe, demos um pulinho ao El Corte Inglés. Depois da habitual paragem para me babar para cima da D90 da Nikon, fomos à zona de papelaria.
A minha mãe viu uma caneta da Spirit que lhe agradava e eu sugeri ao simpático senhor que nos atendeu que fizessem uma promoção em que na compra da caneta nos ofereciam a D90.
Como o senhor não me podia dar a D90, deu-nos uma recarga azul para a caneta, que escrevia a preto.
E foi assim.


Paranóia

21Ago09

Num certo edifício de uma grande empresa, com cerca de cinquenta elevadores, está um gel de mãos desinfectante à porta de cada elevador. No entanto, diz especificamente que:
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Portanto, a pessoa é como que reencaminhada para a casa-de-banho, onde está um papel com as devidas instruções de como lavar as mãos correctamente. No entanto, diz especificamente que:
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Acho que dispensa comentários.


Por causa das digressões dos Xutos (e, graças à minha mãe), já conheci sítios fantásticos. Desta vez, foi Batalha.
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Depois de umas comprinhas no Campera, seguimos caminho e almoçámos em São Mamede, na Marmita do Zé Grande (a minha mãe almoçou bacalhau e eu, que odeio bacalhau, confesso que este tinha bom aspecto).

E depois chegamos à Batalha. Fiquei sem palavras ao ver o mosteiro. Não estava à espera de tal imponência, grandiosidade e monumentalidade!
No entanto, não vou (por agora) falar muito deste Mosteiro da Batalha porque, ao visitar o mesmo, fiz recolha de informação que tem de ser estudada, trabalhada e tratada. Depois, claro que há-de surgir um post fantástico! Para já, queria só partilhar convosco o contentamento da minha descoberta.

IMG_1197O facto de o concerto se realizar tão próximo do mosteiro (no Largo do Infante D.Henrique) deixou-me deliciada! Antes dos Xutos, deliciei-me com a actuação de um grupo de folclore da Estónia (que merece, sem dúvida, um post à parte) e o alinhamento do concerto propriamente dito foi muito semelhante ao outro, pelo que não vou aborrecer-vos com pormenores.
Deixo-vos só algumas fotografias da minha visita à Batalha (acrescento que podem sempre espreitar aqui).

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A caminho da Batalha.

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Eu e o Kalu, depois de um breve soundcheck.

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O imponente Nuno Álvares Pereira... assim torna-se difícil levá-lo a sério!

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As coisas que eles inventam.

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Sombra do João Cabeleira.

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Marmita do Zé Grande
Estrada Casais, nº2 – Casais de São Mamede / 2495 Batalha
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