Space Oddity
E o Billy Corgan a cantar isto e a não obter nenhuma reacção do público.
Filed under: Sem categoria | Leave a Comment
3 anos

Hoje faz três anos que a minha avó morreu. Dou por mim a pensar se ela gostaria de ver a pessoa em que me tornei, se teria orgulho ou ficaria desiludida… Suponho que, de certa maneira, teria razão para ambos.
Gostava que ela estivesse aqui, para testemunhar alguns sucessos e ajudar-me nos piores momentos, como sempre acabava por fazer.
Na verdade, não tenho muitas mais palavras para descrever a inexplicável falta que a minha avó me faz.
I just miss her very much :(
Filed under: Sem categoria | Leave a Comment
Rock in Rio
É certo e sabido que a edição deste ano do Rock in Rio prima pela nostalgia.
Portanto, pessoas que viram Metallica e Springsteen em 1993 não darão tanta importância a este cartaz como eu, nascida em 1992.
Para alguns, o Rock in Rio é um festival desinteressante, sem nada de novo e bandas já esgotadas.
Para mim, é a única oportunidade de ver alguns artistas de referência das minhas colecções de música.
Por outro lado, volto a ver Offspring e Limp Bizkit, que acompanharam a minha infância e adolescência. E, claro, os Smashing Pumpkins, que vi recentemente no Campo Pequeno.
A última vez que vi os Evanescence foi, precisamente, no Rock in Rio em 2004. Na altura, era uma das minhas bandas preferidas e cedo constatei que o conceito Amy Lee só funciona em estúdio.
Também vi o Lenny Kravitz no Pavilhão Atlântico, para me redimir de ter perdido o concerto do Rock in Rio, que vi em directo e adorei. Acho o Black and White America um bom trabalho, portanto fico à espera de uma set list fantástica, já que ele vai revisitar Mama Said e outros clássicos.
Ver Stevie Wonder ao vivo é um acontecimento que nunca pensei que iria experienciar, tenho muita curiosidade.
Em tempos de crise, bilhetes a 60€ não é para qualquer um. Mas, em alguns casos, parece-me um esforço que facilmente compensará.
Vou pôr isto em letras pequeninas, para não fugir ao intuito do post. Eu estou a vender bilhetes para o festival. Enviem e-mail para ines.sousa.almeida@gmail.com!
Filed under: Sem categoria | Leave a Comment
La Terre Des Âmes Errantes

Hoje venho falar-vos de um documentário que vi no Indie. Realizado por Rithy Panh, vem mostrar ao mundo a dura realidade vivida no Cambodja.
Na realidade, o momento da acção é muito específico. No ano de 1999, a Alcatel investiu na instalação do primeiro cabo de fibra óptica do sudoeste asiático, atravessando zonas rurais muito pouco desenvolvidas. Essa instalação acabou por dar alguns meses de emprego aos cambodjanos, meses esses que atravessam o documentário La Terre Des Âmes Errantes.
Este mostrou-se um trabalho duro, em que homens e mulheres cavaram a terra dia e noite (quando a lua-cheia o proporcionava), sem descanso. Um trabalhador explica ao companheiro o propósito da fibra óptica, ao que este responde que não tem electricidade e apenas possui uma lâmpada, acrescentando não ter dinheiro para comprar querosene tantas vezes quantas gostaria.
Enquanto os homens trabalham, as crianças ajudam as mães a apanhar caranguejos, formigas e pequenos peixes, para alimentar toda a família. No entanto, a mãe confessa que não chegará para todos.
De facto, vemos que, sem dinheiro para comprar os bens de primeira necessidade, ela mendiga por arroz, para poder alimentar os (muitos) filhos, enquanto o marido trabalha, com uma prótese na perna. Mais tarde, a família senta-se no chão, a comer o pouco que obtiveram. Vê-se a pobre casa, construída sobre quatro estacas que erguem um fraco telhado, sem paredes.
A mãe desta família está doente. Tem uma infecção na mão e o médico explica-lhe que se trata de uma consequência de segurar a enxada com muita força e que terá de expurgar o pus e levar injecções regularmente, ou poderá morrer. Ela acaba por confessar não ter dinheiro para assegurar os tratamentos necessários.
Alguém explica que basta uma doença ou acidente para se cair na pobreza extrema, perante a impossibilidade de trabalhar.
Outra mulher, grávida, partilha as incertezas relativamente à sobrevivência do filho por nascer e dos outros três, ainda pequenos.
Enquanto uns procuram consolo no budismo, outros riem para não chorar.
Uma jovem rapariga é aconselhada por uma senhora mais velha. A mais nova afirma querer partir para outro país, para ir ter com os pais, assegurando que um homem prometeu levá-la, a troco de uma certa quantia de dinheiro. A outra tenta dissuadi-la, garantindo que o mais provável é ela ser vendida a um bordel, onde já não terá escapatória possível.
O que mais me fascinou neste documentário foi a lucidez e a inteligência destas pessoas, o que torna o documentário ainda mais tocante. Referem muitas vezes a tristeza que assola este tipo de vida e falam de como os pobres aproveitam melhor os pequenos prazeres da vida do que os ricos (como a comida).
O fim é dramático. De semblante pesado, um grupo de trabalhadores queixa-se que o chefe fugiu do país com o dinheiro deles. Afinal, o trabalho de tantos meses havia sido inútil.
Uma mulher desabafa «não chorei quando o meu marido me abandonou, mas choro agora porque este homem me levou o dinheiro todo; agora, não tenho marido nem dinheiro e não posso voltar para a casa, porque ninguém me respeita».
Um retrato desta realidade, que acaba por nos ser tão distante. Espero que tenham oportunidade de ver.
Filed under: Sem categoria | Leave a Comment
Futuros líderes
Francamente, já não me recordo onde ouvi isto ou quem o disse mas lembro-me de, há uns tempos, alguém afirmar que isto de estarmos a educar os nossos futuros líderes era uma estupidez e que estávamos a pôr demasiada pressão desnecessária nos jovens e nas crianças de agora.
É este conceito que está na base do recorrente facilitismo que nos rodeia. Coitadinhas das crianças, então e as crianças e ninguém pensa nas crianças (ah, isto é o que me vem à memória)?
Então criam-se preocupações que não existiam e cria-se uma bolha à volta dos mais novos, para que não tenham de enfrentar o mundo e a sua dura realidade. Para que tudo seja mais fácil, para que ninguém chumbe de ano, como se isso fosse ajudar a aquisição do conhecimento. Sem pressão.
Se nós não somos os futuros líderes, então quem são eles?
O que vocês, adultos esclarecidos de agora, não entendem, é que estão a criar uma nação de idiotas, um mundo de perfeitos idiotas. E, quando falam dos problemas da nossa geração, nunca se podem esquecer de quem nos educou.
Filed under: Sem categoria | 1 Comment

